June 4th, 2012

cansei dessa posição de peça de xadrez. não vou ficar recolhendo fardo alheio; aprendam a carregar sozinhos. e que venham. e que tentem. não quero ser a mesma medrosa e vulnerável de anos atrás. só porque desconheço (…)

não há tempo pra orientações; o corpo é meu e a passagem não é mais livre.

foi mais do que esgotamento físico ou energético. senti medo e achei que não fossem embora. aquele grito antes de dormir… e não sei se podem voltar. ou será que nunca foram de fato?

estava quieto demais. a espera trouxe novidade. só não posso perder o controle. por que deixei passar o prazo de novo? poderia começar já no próximo semestre. adiei por tempo demais, hoje já entenderia e controlaria muito mais. enquanto isso devo me isolar?

ah, negação. o que faço com isso?

doentes todos somos. mas auto-piedade é desistência. 
a gente quer carinho pra virar esperança. inspiração. vontade de.
ninguém afunda ninguém; isso é coisa nossa. e ninguém conserta ninguém; é falta de esforço nosso também.
se caminho mais fácil fosse também o melhor, a maioria não seria o que é.
ah, essa falta. de inquietação, de querer mudar. ninguém quer ser melhor.

doentes todos somos. mas auto-piedade é desistência. 

a gente quer carinho pra virar esperança. inspiração. vontade de.

ninguém afunda ninguém; isso é coisa nossa. e ninguém conserta ninguém; é falta de esforço nosso também.

se caminho mais fácil fosse também o melhor, a maioria não seria o que é.

ah, essa falta. de inquietação, de querer mudar. ninguém quer ser melhor.

(via itsokbestupid)

June 3rd, 2012

agora vejo a semelhança.

e ele nem mais tenta esconder.

May 29th, 2012

a correnteza é tão forte que quase desisto. tantos valores invertidos. tanta falta de coletivo. a importância das pessoas reduzidas a retratos e cores. não vejo avanço. tô tentando me manter na margem; não posso deixar a água me levar. e é tão difícil. tão… desanimador. se não te servem, descartam. à queima roupa, sem defesas. ninguém quer lembrar. a era é de esquecimento. esquecer mediocridade com mediocridade. vale tudo. ingestão, consumo, promiscuidade. qualquer coisa que distraia; tire o foco. aí a gente se emociona com qualquer fragmento de esperança. e espera que inspire, porque disso é que é preciso…! mas o remorso mal dá as caras. é um abandono insuportável. é sim. ver as pessoas se abandonando, num auto-flagelo de desistência. mas não é decisão de se tomar só. essa desistência que tá inspirando. o abandono tão fácil e tentador. só pra não lembrar. não tentar. não acreditar. 

se for abandonar, que seja o ego. a pobreza de espírito. o senso de indivíduo. somos um todo dependentes entre si. não para distração; carentes de compaixão e ajuda mútua. sem pedir nada em troca além de respeito e gratidão. a gente tá carente de altruísmo. tirar o foco de si e olhar pro lado. a gente sente falta de confiança. quem conhecemos não é mais importante que um desconhecido. abandona as preferências. ah. abandono esse rio de palavras que pode não parar mais.